Castlevania: Belmont's Curse é uma volta digna ao castelo
Exploração caprichada, armas para todo estilo e chefes memoráveis. Só a trilha sonora não acompanha o peso do nome Castlevania.

Um metroidvania sólido, com exploração caprichada, armas variadas e ótimos chefes. Só a trilha sonora fica abaixo do que o nome Castlevania promete.
Prós
- Grande variedade de armas, cada uma com estilo próprio
- Mapa grande e bem amarrado, recompensa quem explora tudo
- Puzzles bem dosados, que não quebram o ritmo
- Chefes desafiadores e memoráveis
Contras
- Trilha sonora competente, mas pouco marcante
- Desenvolvedora
- Evil Empire
- Publicadora
- Konami
- Lançamento
- 15 de outubro de 2026
- Plataformas
- PC, PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch
- Jogado em
- PS5
- Tempo de jogo
- 12 horas
- Cópia
- Comprada pela redação
Castlevania voltou ao que sabe fazer de melhor: um castelo enorme, cheio de segredos, e uma Belmont com um chicote na mão. Belmont's Curse é da Evil Empire com a Konami e se passa em 1499, numa Paris tomada pelo castelo do Drácula. A protagonista é Rose Belmont. Zerei em cerca de 12 horas e vi dois finais, o normal e o ruim. Saí com a sensação de que a série está em boas mãos.
Um mapa que dá vontade de completar
O mapa é o coração do jogo. Ele é grande e bem amarrado, cheio de atalhos que se abrem conforme você ganha habilidades. Voltar a uma área antiga com uma ferramenta nova é sempre recompensado. Fechar o mapa por completo é um objetivo que se cumpre sem frustração, porque quase todo canto esconde alguma coisa: relíquias, equipamentos, melhorias de vida e mana.
Armas para todo estilo
A variedade de armas é o ponto mais forte do combate. Além dos chicotes, há lâminas duplas, espadas longas, manoplas e armas pesadas, cada uma com ritmo e alcance próprios. Dá para montar o estilo de jogo que você preferir, e as relíquias ajudam a mexer nisso, mudando como as poções curam ou trocando cura por ataque. Trocar de arma no meio da campanha muda de fato a forma de lutar, e não só os números na tela.
Puzzles e chefes
Os puzzles aparecem na medida certa. Pedem atenção ao cenário e às habilidades de Rose, mas não travam o ritmo da exploração. Os chefes são o ponto alto: lutas com padrões claros, que punem a pressa e premiam quem aprende a ler cada ataque. São os momentos de que eu mais me lembro depois de zerar.
Onde tropeça
A trilha sonora é competente, mas pouco marcante. Para uma série conhecida por temas que ficam na cabeça por anos, senti falta de uma faixa que grudasse. Ela acompanha bem a ação e some quando o jogo acaba.
Sobre as poções: você começa com poucos frascos, e os extras ficam escondidos pelo castelo, então quem explora bem chega mais folgado aos chefes. Quem quiser ajustar a dificuldade tem o Modo Personalizado, que permite aumentar o limite de poções, mudar o dano recebido e causado, ganhar mais experiência e até voltar direto na porta do chefe.
Vale a pena?
Vale. Belmont's Curse é um metroidvania sólido, com exploração caprichada, armas variadas e chefes memoráveis. Fica abaixo dos clássicos só por não ter uma trilha à altura do nome. Para quem sentia falta de um Castlevania novo, é uma ótima volta.
Por Leonardo Imperatori