Review

Ocarina of Time continua sendo a régua dos jogos de aventura

A trilha sonora atemporal e uma jogabilidade que virou base para a indústria fazem do clássico de 1998 uma obra-prima. E o remake chega ao Switch 2 em 5 de novembro.

Arte do Impera Games para a review de The Legend of Zelda: Ocarina of Time
Arte: Impera Games
Escolha da redação

Obra-prima

The Legend of Zelda: Ocarina of Time (1998)

A régua dos jogos de aventura: jogabilidade que virou padrão, trilha de Koji Kondo inesquecível e um mundo que ainda encanta. Obra-prima, e o remake é a desculpa perfeita para voltar a Hyrule.

Prós

  • Trilha sonora atemporal de Koji Kondo, com as canções da ocarina como parte da jogabilidade
  • Jogabilidade que virou base para os jogos de ação em 3D (trava de mira e botão de contexto)
  • Masmorras e chefes memoráveis, em que cada item tem um propósito
  • A viagem entre Link criança e adulto transforma Hyrule
Desenvolvedora
Nintendo EAD
Publicadora
Nintendo
Lançamento
21 de novembro de 1998
Jogado em
Nintendo 3DS
Cópia
Comprada pela redação

Tem jogo que a gente termina e esquece. E tem The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Lançado em novembro de 1998 no Nintendo 64, criado pela Nintendo EAD com produção de Shigeru Miyamoto, foi o primeiro Zelda em 3D. É um dos meus jogos favoritos da vida, e voltar a ele hoje só confirma o que eu sentia na primeira vez: aqui não tem nada sobrando e nada faltando. Desta vez joguei na versão de Nintendo 3DS, de 2011, que manteve tudo o que importa e deixou Hyrule ainda mais bonita.

A jogabilidade que virou regra

O que mais impressiona em Ocarina of Time é quanto do que hoje é padrão nasceu ou se consolidou aqui. A trava de mira no Z (o "Z-targeting") resolveu o combate em 3D de um jeito tão natural que virou a base de praticamente todo jogo de ação em terceira pessoa que veio depois. O botão de ação que muda de função conforme o contexto (falar, empurrar, escalar, pegar) é outro exemplo: simples, intuitivo e copiado até hoje.

E tudo isso a serviço da aventura. As masmorras são quebra-cabeças inteiros, em que cada sala ensina alguma coisa para a próxima, e os chefes testam exatamente o item que você acabou de conseguir. A viagem entre o Link criança e o Link adulto, sete anos depois, muda Hyrule de verdade e dá ao jogo uma das estruturas mais bonitas que eu já vi.

Uma trilha sonora atemporal

A trilha de Koji Kondo é o ponto que eu mais amo. Não é só música de fundo: as canções tocadas na ocarina são parte da jogabilidade. A Canção de Zelda abre caminhos, a Canção de Epona chama o seu cavalo, a Canção do Tempo move a história e a Canção de Saria toca até hoje na cabeça de quem jogou. O tema da Floresta Kokiri, o Rancho Lon Lon e o Campo de Hyrule são melodias que atravessaram gerações e continuam soando novas.

Por que não tem contras

Eu poderia procurar defeito na câmera ou nos gráficos de 1998, mas seria injusto: dentro do que o jogo se propõe, tudo funciona. Para mim, Ocarina of Time é um daqueles casos raros em que cada parte conversa com a outra, da música ao design das masmorras. Por isso a nota máxima, sem ressalvas.

O remake chega ao Switch 2 em novembro

Para quem nunca jogou, ou quer voltar, a hora é agora. A Nintendo confirmou um remake de Ocarina of Time exclusivo do Nintendo Switch 2, com lançamento mundial em 5 de novembro de 2026. Ele foi anunciado em junho e ganhou data e as primeiras imagens de jogo no Nintendo Direct de 40 anos de Zelda, em 8 de setembro.

Pelo que já foi mostrado, o visual foi todo refeito, com um estilo mais realista, e as cenas ganharam dublagem: Zelda, Saria, Darunia, Ruto e Ganondorf falam, e o Link continua calado. A trilha sonora foi renovada, o pulo automático deu lugar a um botão de pulo, a mira de estilingue e arco pode usar o movimento do controle e a ocarina pode ser tocada pelos botões ou cantarolando no microfone do Switch 2. A cidade do Castelo de Hyrule agora é explorável em 3D, e há um salão para enfrentar de novo os chefes derrotados, com registro de tempo.

Nos Estados Unidos, o preço é de US$ 59,99 na versão digital e US$ 69,99 na física. O preço no Brasil ainda não foi divulgado. Acompanhe a data e as novidades na página do remake.

Vale a pena?

Sempre. Ocarina of Time não é só um clássico para respeitar de longe: ele continua divertido, surpreendente e emocionante. Se você tem um Nintendo 64 guardado, uma das versões oficiais que a Nintendo relançou ao longo dos anos ou vai esperar o remake, jogue. É obra-prima.

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